sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Campeonato Brasileiro de Guitar Hero III
A editora Digerati, que possui diversas revistas especializadas, e a Metropolitana FM se uniram para fazer, até onde sei, o primeiro campeonato patrocinado de Guitar Hero III.
Não é raro, nos eventos de anime de São Paulo ao estilo AnimeFriends ter videogames ligados com jogos desse estilo. Alguns fazem campeonatos com o público local, mas este parece ser o primeiro grande evento "especializado", feito apenas para os fãs do jogo.
(Uma cena de uma versão mais antiga do jogo. Quem será o melhor nerd... er, Guitar Hero de São Paulo?)
Os participantes podem tocar Guitar Hero III em cima de um palco, com platéia e tudo mais. Agora sim, você pode se sentir um Rock Star!
O evento comportará ao máximo pouco mais de 300 jogadores na disputa pelo grande prêmio (ainda não divulgado). Será que temos tudo isso de jogadores dispostos a tocar Guitar Hero III em cima de um palco?
(seguramente o prêmio não se parecerá nada com isto)
O evento ocorre no Inferno Club, na Rua Augusta em São Paulo, nos dias 30 e 31 de agosto.
Mais informações no site oficial
terça-feira, 15 de abril de 2008
Sobre mulheres, videogames e reportagens manjadas...
Mulheres que disputam a atenção de seus namorados e maridos com jogos de futebol, carros, aeromodelos e outros "brinquedos de adulto" não é algo raro de encontrar. Mas quando elas disputam a atenção com o videogame, o tema fica bem mais "moderninho". No entanto, o assunto é sempre tratado da mesma maneira, tendo como base características de consumo de 15 anos atrás.

(Quem falou que é só homem que joga videogame?)
A notícia apresentada pelo site G1 (notícia aqui) mostra algumas mulheres descontentes por disputar a atenção de seus maridos com os games. Não aprofundarei esse tema, que é um pouco bobo para falar a verdade. Mas da reportagem destaco 3 coisas como "bastante curiosas", que são freqüentes não apenas nos textos dos jornalistas que se metem à falar de videogame, mas também na maioria dos estudos acadêmicos à respeito:
1) A Celina tem 42 anos e suponho que seu marido tenha uma idade aproximada. Ele joga XBOX 360, um dos videogames de última geração. Se as pessoas acima de 20 anos estão jogando videogame, porque temos ainda a imagem de que videogame é coisa pra criança?
2) Por algum motivo, temos a percepção de que há menos mulheres jogadoras do que homens. Mas, seguindo as sugestões da reportagem do G1, entrei no orkut e verifiquei que a 3a comunidade com mais participantes ao procurar por "video game" é a "garotas que jogam videogame" (31.499 membros). Uma visitinha nas outras comunidades, de nome menos direcionado ao sexo como "eu adoro videogame" (34.531 membros) mostra que tem tanto homem quanto mulher. Porque ainda temos a imagem do gamer como um homem?
3) Na reportagem, note o comentário do psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu. Notou? Sim, é igual à todos os outros. Os videogames são o demônio, o mal da contemporaneidade. "O videogame é uma forma de escapismo que acabará com o casamento", ele diz, como se não houvesse tantas outras formas de escapismo muito mais "clássicas" do que um videogame, como uma noite num bar ou um prostíbulo. Já entrei em contato com muitas reportagens nessa estrutura e ainda tenho esperança que essa necessidade de culparmos os sintomas e ignorarmos as causas (quedão mais trabalho pra encontrar) um dia acabará. O próprio meio acadêmico está lotado de pesquisas que, quando abordam os jogos, se refere ao impacto do uso do videogame na educação ou na saúde da criança, o que nos faz voltar ao ponto 1.

(me pergunto "porque alguém usaria o videogame como forma de escapismo?")
As coisas que me incomodam
Estão aí três pontos que me incomodam toda vez que vejo uma reportagem sobre videogames. E sobre eles tenho 3 comentários:
1) Videogames foram posicionados como brinquedos para as crianças à partir da segunda metade dos anos 80 pela Nintendo quando entrou no mercado americano. Mesmo com a morte dessa publicidade, a imagem se mantém; (Clique aqui para ver a 1a propaganda do NES nos Estados Unidos. Dá pra perceber que é pra criançada?)
2) As mulheres formam um conjunto significativo de jogadoras, um público-alvo já explorado pela própria Tec Toy na segunda metade dos anos 90, mas a imagem que a maioria esmagadora é masculina se mantém;
3) Os repórteres sempre entrevistam os mesmos médicos e os mesmos professores que sempre tem as mesmas opiniões à respeito dos videogames. Assim como grande parte dos estudos acadêmicos sobre o tema, as reportagens seguem sempre o mesmo padrão e não se preocupam em oferecer uma percepção nova ao leitor - e que não é tão nova, e também não é algo que mereça tanta investigação. O fato dos videogames serem pensados e construídos como mídia batem na cara de repórteres e acadêmicos a todo momento. Já estou cansado de ler o mesmo texto, sempre refogado.
Acredito que os estudantes de jornalismo, na faculdade, tem alguma orientação do tipo "quando falarem de videogames, sempre entrevistem um profissional que fale à respeito de educação ou saúde". Temo que o meio acadêmico não seja diferente.

(Caso sua namorada/ esposa não gosta de videogames como você, não fique preocupado. Continue dando chocolates, elogiando o cabelo, falando que está magra etc. e vai levando...)
terça-feira, 8 de abril de 2008
XBOX E A UNIÃO DAS GERAÇÕES - Um videogame moderno e uma coleção de jogos antigos
Hoje, os videogames de ontem.
Atari 2600, NES, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, Playstation, 3DO, Neo Geo, Sega CD, Game Boy, CP500, MSX...
Existe uma grande chance de você conhecer alguns dos nomes apresentados aí em cima. Mais que isso, é provável que tenha passado bons momentos com amigos e família se divertindo com joguinhos eletrônicos para eles, como River Raid, Enduro, Pac-Man, Sonic, Mario, Prince of Persia, Doom, Tetris...
Se você ainda gosta desses jogos e tem até vontade de jogá-los novamente, existem dois caminhos bem claros para se seguir:
· Comprar o videogame original usado por alguém.
· Baixar os emuladores da internet.
A escolha da primeira opção te trará a felicidade de ter algo muito próximo da experiência original que você teve quando entrou em contato com o aparelho na primeira vez. Mas junto dessa experiência, vem um monte de fios, de cartuchos e controles cheios de mal-contato, o que provavelmente jogará um pouco de limão azedo nas doces memórias que você tinha sobre seu querido videogame. Além disso, prepare-se para investir algumas horinhas da vida “garimpando” os jogos que você quer em sites de leilão, lojas especializadas e feirinhas de eletrônicos usados. Ter o videogame original não é tão difícil quanto parece, e nem tão caro quanto se imagina. Mas seguramente exige tempo, tanto para encontrar o que se procura quanto para cuidar e restaurar os aparelhos.
A segunda opção só é válida para quem já tem um computador em casa. E, de preferência, que tenha bastante espaço em disco. Afinal de contas, baixar jogos é tão viciante quanto baixar músicas pela internet, com a diferença que muitos games ocupam gigas ao invés de megas. Mas o maior problema de jogar pelos emuladores está na interface: jogar pelo teclado é péssimo, principalmente se a sua esperança é ter uma experiência de jogo próxima do que tinha anteriormente. Os joysticks de computador podem resolver o problema, mas configurá-los para que funcionem bem nos emuladores (e em cada game que você jogar) é uma tarefa que testa os limites da paciência de qualquer ser humano. E se você não tem um computador... bom, comprar um PC apenas para jogar games clássicos não é uma opção muito barata.
Existe um equipamento que você pode adquirir para jogar qualquer videogame clássico que deseja. O melhor de tudo: esse equipamento é um videogame! O nome da maravilha é XBOX
(Reportagem que fiz para a Jogos 80TV sobre essa belezinha)
O Videogame definitivo para quem gosta dos clássicos
Surgindo no mercado no final de 2001, este foi o primeiro videogame da Microsoft. Como era de se esperar, o comportamento do aparelho não era tão distante de um computador – tanto que foi o primeiro aparelho a ter uma HD, um disco onde pode-se gravar dados dos jogos, programas baixados da internet etc.
Não demorou muito tempo para que alguém descobrisse como criar programas para o videogame, ampliando (e muito) a proposta original do console. Parte dessa ampliação veio da criação de emuladores de jogos antigos, que permitem que qualquer clássico, de diversos sistemas diferentes, sejam jogados em um mesmo aparelho, bastando tê-los dentro da HD do XBOX.
Existem emuladores para PC que foram adaptados para funcionar no XBOX e aqueles que foram criados especialmente para ele. O importante é a variedade de opções que existem – vão desde os jogos de Atari 2600 até Nintendo 64. Ele tem até emuladores de MS-DOS e de fliperamas! Considere também todas as vantagens deste ser um bom videogame:
· Imagem – Muitos videogames clássicos, originalmente, eram ligados naquela caixinha escrito “TV/ Antenna” que deixava o jogo com chiado e o noticiário cheio de sombras. Quem não tentou resolver o problema grudando uma palha de aço na ponta das antenas, que atire o primeiro Bombril! O XBOX, como todo videogame recente, é ligado na entrada de Áudio/ Vídeo que qualquer televisão de hoje possui. Para quem quer ir além, o aparelho também possui cabo de S-Vídeo, que proporciona uma imagem ainda melhor.
· Jogabilidade – Há quem já está acostumado a jogar pelo teclado de um computador. Mas afirmar que é melhor que um joystick é um absurdo! Principalmente quando falamos de jogos programados para o uso dos controles. Os fãs de Street Fighter sabem o quão difícil é soltar um “Hadouken” pelas teclas. Além do mais, o videogame tem entrada para até 4 Joysticks, o que é muito útil para quem quer reviver as tardes de fliperama em Shopping Centers jogando Simpsons, Tartarugas Ninja, X-Men, Sunset Riders...
· Espaço em disco – Jogar através de emuladores no computador é divertido, mas um dia sua coleção de jogos vai começar a ocupar mais espaço em disco do que deveria. Afinal de contas, um computador é usado para outras coisas também. E são essas outras coisas que disputarão cada byte da HD à cotoveladas com os seus games. A única coisa que pode disputar os 60 Gigabytes de espaço da HD de um XBOX são... mais jogos!
(Ainda há a opção de aumentar a HD do seu aparelho [qualquer HD IDE serve! - Dica do André Forte, uma referência no jornalismo de games no Brasil] ou fazer as gambiarras para, por exemplo, instalar um leitor de DVD no console. Clique aqui para saber mais)
· Extras – característica comum dos videogames modernos é ter a função de “vibrar” em seus controles. E o do XBOX não fica pra trás. O mais divertido é que alguns emuladores permitem que os jogos utilizem a função de vibrar do controle, mesmo que o videogame original não possua tal função.
· Custo – Se compararmos o preço de um XBOX com o custo de se ter todos os videogames que gostaríamos para jogar os clássicos ou o custo de um computador que suporte diversos jogos, a brincadeira sai relativamente barata – algo em torno de R$ 450,00.
Existem alguns probleminhas na busca pelo seu aparelho: não existe mais no mercado, novinho, à venda. Você terá que apelar para os sites de leilão e lojas especializadas. Além do mais, o console não vem com esses programas dentro dele – você terá que pegá-los emprestado de alguém que já tenha (em CD, por exemplo) ou baixá-los da internet. Se você já tem um computador em casa, encontrar o aparelho à venda e os programas para jogar os clássicos são problemas que se resolvem com uma boa busca na rede.
Definitivamente, clássico!
Há quem considere o XBOX como o “videogame definitivo”, já que é um console moderno, que tem até acesso à internet e ainda pode ser facilmente adaptado para rodar os jogos de diversas gerações diferentes. Há um pouco de exagero nessa expressão, porque nada se compara à experiência original, de jogar certos jogos no seu próprio “nintendinho” ou no fliperama. Jogar os clássicos é como ver um álbum de fotografias: o amarelado das fotos faz parte de uma experiência nostálgica. Mas dentro das possibilidades de revivermos bons momentos, o XBOX se apresenta como a melhor das opções.
quinta-feira, 27 de março de 2008
PS3TV - falando sobre os clássicos
Como eu, de camiseta laranja à direita do vídeo, estudo a história do videogame com foco em publicidade e marketing, busco informações das empresas da época e tento ser um colecionador (mas não consigo), me chamaram como uma espécie de especialista no assunto.
No entanto, estava do lado de Marcus Garret (de boné dos transformers), que é um colecionador de verdade de videogames, que viveu o início da história dos jogos eletrônicos no Brasil. Seguramente já chegou a ser o maior colecionador do Brasil. Por diversão, ele cria grupos de discussão, reúne outros colecionadores e já fez diversas entrevistas à respeito do universo dos jogos clássicos, dos anos 80 ou antes.
Daniel Ravazzi, de camiseta branca e à esquerda do vídeo, além de ser um grande fã dos videogames e computadores antigos, tem grande conhecimento em engenharia eletrônica. Ele não conhece apenas a história dos games, mas conhece todo o hardware, compreende o próprio funcionamento das máquinas, com todas as especificidades técnicas. O universo do colecionismo de videogames e computadores o reconhece como o maior especialista em MSX.
Abaixo está a 1a entrevista que fizemos, falando sobre o Atari 2600, o primeiro videogame oficialmente lançado no Brasil. E foi um grande sucesso: era para sermos entrevistados por 20 minutos, mas a audiência foi alta o suficiente para nos mantermos 1h e 20min. Parte do sucesso veio graças à ESPM, e graças à ajuda do Prof. Matheus Marangoni, que disponibilizaram de seus arquivos a propaganda brasileira do Atari 2600 e os seus teasers, que rodavam na época - 1983. Um belo trabalho da DPZ. E uma ótima lembrança para quem viveu aqueles momentos.
(1a parte)
(2a parte)
(3a parte)
(4a parte)
(5a e última parte)


