FREE CULTURE GAME É BOM EXEMPLO DE COMO OS GAMES PODEM SER BEM UTILIZADOS COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO.
Já faz algum tempo que defendo a idéia de que os jogos eletrônicos podem ser utilizados como uma estrutura de comunicação. Seu uso comum nos videogames e PCs é o entretenimento, cujo objetivo é divertir o jogador, mas já faz algum tempo que algumas organizações utilizam os games como uma maneira de passar alguma mensagem para o jogador, de maneira a educá-lo, ensiná-lo.
The Free Culture Game é um jogo com um objetivo de comunicação bastante claro: apresentar para o jogador uma teoria a respeito do uso dos direitos autorais em ambientes colaborativos, bem como demonstrar a relação entre o ambiente colaborativo e as práticas mercadológicas vigentes.
(Free Culture Game: o jogo utilizado como estratégia de comunicação)
Parece um tema complexo e indigesto. E é mesmo. A beleza deste jogo vem exatamente da maneira como que o seu criador conseguiu trasnformar essa complexidade em algo bastante simples e, além de tudo, divertido. É a simulação lúdica transformada em meio de comunicação.
Em "Free Culture Game" o círculo central é o "common", que deve ser compreendido como apresentado pela Creative Commons: algo como um ambiente comum de gestão de conteúdos e informação. Nesse ambiente, as pessoas (verdes) produzem idéias e se alimentam delas. Quanto mais pessoas dentro do common, mais idéias são geradas. O que você precisa fazer é "empurrar" com o cursor as idéias para todos que estão lá dentro.
Se você não dá idéias para as pessoas dentro do common, elas vão se tornando cinzas, até saírem desta área e irem para o círculo exterior, denominado "mercado". O mercado é onde as idéias são comoditizadas e vendidas.
No mercado, há um ícone cinza que "puxa" as idéias geradas dentro do commons. Seu objetivo é transformá-las em idéias registradas (com copyright), criando escassez de idéias dentro do common.
(A beleza do jogo vem da maneira como transforma o complexo e "indigesto" em simples, agradável e divertido)
Um bom jogo que é simples e bastante criativo, tanto do ponto de vista da estrutura de jogo quanto da comunicação (a maneira como passa a mensagem).
E por favor: não chamem este jogo de "educativo". É uma palavra que já foi bastante utilizada para retratar os games que retratam o conteúdo escolar básico, como jogos de matemática, física, línguas etc., cuja execução remete ao próprio ambiente da escola. Considerando que os jogos são simulações, o que conhecemos por jogos "educativos" são simulações do ambiente escolar, e não simulações das práticas da historia, por exemplo - o que o jogo Civilization faz muito bem. O jogo "Free Culture Game" simula as práticas de mercado, de maneira que o jogador possa compreender as complexidades desta realidade ao interagir com as imagens.
Que sirva de exemplo para aqueles que fazem games "educativos".
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
SUPER MARIO como deveria ser
Seth MacFarlane, criador de Family Guy, criou uma pequena história de como seria a conversa de Mario ao resgatar a princesa Peach no primeiro jogo da série, "Super Mario Bros."
Obviamente, essa conversa do Mario não existiu no jogo de NES. Mas duvido que um jogador já não tenha pensado nesse diálogo que fatalmente se relaciona com a frase dita por Mario nesta animação: "%&#*Obviamente, essa conversa do Mario não existiu no jogo de NES. Mas duvido que um jogador já não tenha pensado nesse diálogo que fatalmente se relaciona com a frase dita por Mario nesta animação: "%&#*$&% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss!"
amp;% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss!"
A animação, bem como toda esta série entitulada "Seth MacFarlane's Cavalgade of Cartoon Comedy", como pode ser vista nos primeiros momentos do desenho, tem alguma relação com Burguer King que aparentemente patrocina o desenho (mas não encontrei uma fonte confiável que explicasse essa relação!).
Confira o desenho:
(Mario para a princesa: Você foi raptada por algo que vai junto com a salada!!)
Um presente para quem quer a tradução:
Mario you did it! I'm saved! Thank you thank you so much!
- Mario você conseguiu! Estou salva! Obrigada mesmo, muito obrigada!!
Yes princess you are free, your nightmare is over.
- Isso, princesa. Você está livre. Seu pesadelo acabou.
Ooohh Im so happy!
- Aaai eu to tão feliz!
Yes Yes how about a kiss?
- Isso, isso... agora que tal um beijinho?
What?
- Que?
I said "how about a kiss", yes?
- Eu disse "que tal um beijinho", hein?
What? Why would I do that?
- Ahn? Porque eu faria isso?
Wha... Why would... I just saved your life!
- Ué... mas... Eu acabei de salvar a sua vida!
Yeah, but, I don't even know you
- Tá... mas... eu nem te conheço.
I rescued you!
- Eu te salvei!!
Yeah but, you expect... What kind of samaritan are you? You rescued me just you could get with me?
- É mas, você não acha que... Que tipo de samaritano é você? Você me salva só pra você me catar?
%&#*$&% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss! You know what I went through to get here?"
- ¨#$#@#$* não to pedindo pra você fazer sexo comigo, só o que eu quero é um beijo! Você faz idéia do que eu passei pra chegar até aqui?
OOOhhhh you leaped a bunch of mushrooms... I'm so Impressed...
- AAaaahhh você pulou um monte de cogumelos... Estou impressionada...
Oh you are the one who get captured by mushrooms!
- É, mas foi você quem foi raptada pelos cogumelos!
Oh don't throw that on me...
- Aah não me venha com essa...
You got kidnaped by something that goes on a salad!
- Você foi raptada por uma coisa que a gente põe na salada!
Oh, it's a little more complicated than...
- Olha, é mais complicado do que isso, tá...
And By the way, By the way, I did not just leaped a bunch of mushrooms. There was also this turtle shell things I have to junp over, and that was really hard, and all help I got is every once in a while a gold star would apear up above me, and I jumped up and touched it, and it goes "datata datata datata" and that helped a little bit, and I felt a little better... but that was hard, the whole thing was really hard!
- E aliás, aliás, eu não fiquei só "pulando um monte de cogumelos". Tinha tambem um casco de tartaruga que eu tive que pular por cima, e foi difícil! E toda a ajuda que eu tinha era uma estrela dourada que de vez em quando aparecia, e aí eu pulava e encostava nela e aí começava um "datata datatatata da tata" e isso ajudava um pouco, e eu me sentia um pouco melhor... mas foi difícil! Considerando tudo foi muito difícil!!
I'm not kissing you.
- Não vou te beijar
ok screw this, srew it... Hey, dragon, you can have her.
-Ah tá. Então dane-se... Oooo dragão, pode almoçá-la.
Obviamente, essa conversa do Mario não existiu no jogo de NES. Mas duvido que um jogador já não tenha pensado nesse diálogo que fatalmente se relaciona com a frase dita por Mario nesta animação: "%&#*Obviamente, essa conversa do Mario não existiu no jogo de NES. Mas duvido que um jogador já não tenha pensado nesse diálogo que fatalmente se relaciona com a frase dita por Mario nesta animação: "%&#*$&% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss!"
amp;% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss!"
A animação, bem como toda esta série entitulada "Seth MacFarlane's Cavalgade of Cartoon Comedy", como pode ser vista nos primeiros momentos do desenho, tem alguma relação com Burguer King que aparentemente patrocina o desenho (mas não encontrei uma fonte confiável que explicasse essa relação!).
Confira o desenho:
(Mario para a princesa: Você foi raptada por algo que vai junto com a salada!!)
Um presente para quem quer a tradução:
Mario you did it! I'm saved! Thank you thank you so much!
- Mario você conseguiu! Estou salva! Obrigada mesmo, muito obrigada!!
Yes princess you are free, your nightmare is over.
- Isso, princesa. Você está livre. Seu pesadelo acabou.
Ooohh Im so happy!
- Aaai eu to tão feliz!
Yes Yes how about a kiss?
- Isso, isso... agora que tal um beijinho?
What?
- Que?
I said "how about a kiss", yes?
- Eu disse "que tal um beijinho", hein?
What? Why would I do that?
- Ahn? Porque eu faria isso?
Wha... Why would... I just saved your life!
- Ué... mas... Eu acabei de salvar a sua vida!
Yeah, but, I don't even know you
- Tá... mas... eu nem te conheço.
I rescued you!
- Eu te salvei!!
Yeah but, you expect... What kind of samaritan are you? You rescued me just you could get with me?
- É mas, você não acha que... Que tipo de samaritano é você? Você me salva só pra você me catar?
%&#*$&% I'm not asking you to have sex with me, all I want is a kiss! You know what I went through to get here?"
- ¨#$#@#$* não to pedindo pra você fazer sexo comigo, só o que eu quero é um beijo! Você faz idéia do que eu passei pra chegar até aqui?
OOOhhhh you leaped a bunch of mushrooms... I'm so Impressed...
- AAaaahhh você pulou um monte de cogumelos... Estou impressionada...
Oh you are the one who get captured by mushrooms!
- É, mas foi você quem foi raptada pelos cogumelos!
Oh don't throw that on me...
- Aah não me venha com essa...
You got kidnaped by something that goes on a salad!
- Você foi raptada por uma coisa que a gente põe na salada!
Oh, it's a little more complicated than...
- Olha, é mais complicado do que isso, tá...
And By the way, By the way, I did not just leaped a bunch of mushrooms. There was also this turtle shell things I have to junp over, and that was really hard, and all help I got is every once in a while a gold star would apear up above me, and I jumped up and touched it, and it goes "datata datata datata" and that helped a little bit, and I felt a little better... but that was hard, the whole thing was really hard!
- E aliás, aliás, eu não fiquei só "pulando um monte de cogumelos". Tinha tambem um casco de tartaruga que eu tive que pular por cima, e foi difícil! E toda a ajuda que eu tinha era uma estrela dourada que de vez em quando aparecia, e aí eu pulava e encostava nela e aí começava um "datata datatatata da tata" e isso ajudava um pouco, e eu me sentia um pouco melhor... mas foi difícil! Considerando tudo foi muito difícil!!
I'm not kissing you.
- Não vou te beijar
ok screw this, srew it... Hey, dragon, you can have her.
-Ah tá. Então dane-se... Oooo dragão, pode almoçá-la.
sábado, 23 de agosto de 2008
Games no Brasil!
A ABRAGAMES (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de jogos Eletrônicos) postou em seu website um mapa com diversas empresas nacionais de jogos eletrônicos.
Fiquei surpreso ao ver quantas empresas temos de games no Brasil! No entanto, devemos notar que neste mapa há apenas as empresas associadas à ABRAGAMES e, portanto, não retrata todas as empresas desenvolvedoras. Ou seja, temos mais espalhadas por aí.
Exibir mapa ampliado
Fiquei surpreso ao ver quantas empresas temos de games no Brasil! No entanto, devemos notar que neste mapa há apenas as empresas associadas à ABRAGAMES e, portanto, não retrata todas as empresas desenvolvedoras. Ou seja, temos mais espalhadas por aí.
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A ABRAGAMES ainda dispõe em seu website diversas informações sobre o mercado nacional. São pesquisas de pequena profundidade que se propõe a apresentar um panorama geral de uma indústria ainda pequena, apesar de existir no país desde os anos 80. Aparentemente, a expansão da rede de computadores e o crescimento da indústria dos celulares foram os maiores responsáveis pelo desenvolvimento dos games no país.
Em 2007, a produção de jogos no Brasil por plataforma foi, aproximadamente:
43% de jogos para Web
25% para PC
13% para celular
10% para videogames de última geração
2% para videogames antigos
8% para outras plataformas.
Assim como ocorre com a vinda da Ubisoft para o Brasil, muitas empresas produtoras estrangeiras estão entrando no país para encontrar mão de obra qualificada e barata quando comparada com a americana, européia ou japonesa. Isso explica a projeção da ABRAGAMES de crescimento em 28 pontos percentuais da produção de games de última geração no país, que refletem também a estimativa de alta taxa de exportação desta indústria - muito do que é produzido aqui vai pra fora!
Das produções nacionais que exploram o mercado interno, ou seja, que ficam no país, temos como destaque os advergames, os jogos para celular e os jogos para Recursos Humanos (treinamentos, campanhas internas etc.). No entanto, a ABRAGAMES identifica que a falta de hábito de jogar os jogos eletrônicos dificulta a venda desses jogos para clientes - é o que ocorre quando há a recusa do projeto porque "isso é só um joguinho".
Uma das justificativas para a falta de hábito de jogar videogames do brasileiro, segundo a associação, está no altíssimo imposto do produto estrangeiro no mercado brasileiro, sendo maior do que 114% sobre o preço original. Ou seja, o jogo SPORE (US$ 79,95), sairia no país, segundo esta estimativa, por US$ 91,14, aproximadamente R$ 146 - valor estimado mas que não está muito distante daquele comercializado no país.
Deve-se destacar que, no exemplo acima, comparou-se o preço de um jogo que é distribuido oficialmente no país, pela própria Electronic Arts. Muitos outros games passam por mais canais de distribuição e venda, onde deve-se considerar os custos e lucratividade de cada um deles. É o que ocorre no caso do jogo GTA IV que vai de Us$ 59,99 para R$ 299,90 ou aproximadamente US$ 187,50 (aumento de 312%)
Isso pode explicar a enorme pirataria de games que ocorre no país. A ABRAGAMES apresenta um plano diretor onde, entre suas ações, há aquelas que combatem a prática dos jogos não originais.

(A pirataria no Brasil não é um problema. É uma resposta ao atual cenário de consumo de jogos originais)
Deve-se ter claro, no entanto, que a pirataria não é algo a ser combatido como um inimigo, tampouco ser visto como uma ameaça mercadológica. A pirataria é um fenômeno, uma resposta da sociedade. Tentar bloquear a sua propagação pode causar, no máximo, um efeito de lentidão no processo. Mas assim como ocorre com o combate contra bactérias, a pirataria volta mais forte, mais preparada e mais difícil de ser enfrentada. A pirataria se "combate" através do desenvolvimento da indústria por outros meios, o que já está ocorrendo como aponta os próprios dados da ABRAGAMES. A pirataria no Brasil não é um problema. É uma resposta ao atual cenário de consumo de jogos eletrônicos originais.
A indústria nacional tem muito a crescer. A ABRAGAMES faz um belo trabalho, porém ainda em seu início. Vamos ficar de olho...
Em 2007, a produção de jogos no Brasil por plataforma foi, aproximadamente:
43% de jogos para Web
25% para PC
13% para celular
10% para videogames de última geração
2% para videogames antigos
8% para outras plataformas.
Assim como ocorre com a vinda da Ubisoft para o Brasil, muitas empresas produtoras estrangeiras estão entrando no país para encontrar mão de obra qualificada e barata quando comparada com a americana, européia ou japonesa. Isso explica a projeção da ABRAGAMES de crescimento em 28 pontos percentuais da produção de games de última geração no país, que refletem também a estimativa de alta taxa de exportação desta indústria - muito do que é produzido aqui vai pra fora!
Das produções nacionais que exploram o mercado interno, ou seja, que ficam no país, temos como destaque os advergames, os jogos para celular e os jogos para Recursos Humanos (treinamentos, campanhas internas etc.). No entanto, a ABRAGAMES identifica que a falta de hábito de jogar os jogos eletrônicos dificulta a venda desses jogos para clientes - é o que ocorre quando há a recusa do projeto porque "isso é só um joguinho".
Uma das justificativas para a falta de hábito de jogar videogames do brasileiro, segundo a associação, está no altíssimo imposto do produto estrangeiro no mercado brasileiro, sendo maior do que 114% sobre o preço original. Ou seja, o jogo SPORE (US$ 79,95), sairia no país, segundo esta estimativa, por US$ 91,14, aproximadamente R$ 146 - valor estimado mas que não está muito distante daquele comercializado no país.
Deve-se destacar que, no exemplo acima, comparou-se o preço de um jogo que é distribuido oficialmente no país, pela própria Electronic Arts. Muitos outros games passam por mais canais de distribuição e venda, onde deve-se considerar os custos e lucratividade de cada um deles. É o que ocorre no caso do jogo GTA IV que vai de Us$ 59,99 para R$ 299,90 ou aproximadamente US$ 187,50 (aumento de 312%)
Isso pode explicar a enorme pirataria de games que ocorre no país. A ABRAGAMES apresenta um plano diretor onde, entre suas ações, há aquelas que combatem a prática dos jogos não originais.

(A pirataria no Brasil não é um problema. É uma resposta ao atual cenário de consumo de jogos originais)
Deve-se ter claro, no entanto, que a pirataria não é algo a ser combatido como um inimigo, tampouco ser visto como uma ameaça mercadológica. A pirataria é um fenômeno, uma resposta da sociedade. Tentar bloquear a sua propagação pode causar, no máximo, um efeito de lentidão no processo. Mas assim como ocorre com o combate contra bactérias, a pirataria volta mais forte, mais preparada e mais difícil de ser enfrentada. A pirataria se "combate" através do desenvolvimento da indústria por outros meios, o que já está ocorrendo como aponta os próprios dados da ABRAGAMES. A pirataria no Brasil não é um problema. É uma resposta ao atual cenário de consumo de jogos eletrônicos originais.
A indústria nacional tem muito a crescer. A ABRAGAMES faz um belo trabalho, porém ainda em seu início. Vamos ficar de olho...
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
ENTRE TAPAS E CALCINHAS
PRODUTORA NIGORO É CRIATIVA E BEM HUMORADA

(A Nigoro Games produz jogos simples e bem humorados. Ótima referência para produtores de advergames)

(A Nigoro Games produz jogos simples e bem humorados. Ótima referência para produtores de advergames)
A empresa japonesa Nigoro Games produz jogos bastante humorados, muitos deles disponíveis para jogar online. Com jogos em flash, para windows e celulares, a Nigoro fez 1 ano de existência em agosto de 2008, porém já aparece como referência em diversos blogs americanos e europeus de produtores e pesquisadores.
São games simples, de poucos comandos e de regras baseadas em jogos eletrônicos clássicos. A qualidade dos desenhos e da animação, somado com a simplicidade do jogo dá a esses games ótimas referências para os produtores de advergames e jogos de celular.
O Website da empresa é em japonês, mas há diversos elementos em inglês, incluindo alguns jogos e regras.
A grande característica dos jogos da Nigoro é o humor. Testei diversos jogos, como o Space Capstar II, onde você deve comandar um módulo espacial pelas entranhas de um planeta, evitando bater nas paredes. A sacanagem é que ao final de cada fase você precisa acoplar no módulo principal antes que um alienígena roube seu lugar. O mais legal do jogo é o ranqueamento online!
Alguns dos jogos são, digamos... "errados". Entre os mais curiosos, cujo roteiro jamais seria aceito por uma agência cliente mas cuja mecânica é bastante inteligente, há dois destaques: Rose & Camelia e Mekuri Master.
Rose & Camelia
Reiko casou-se com o filho mais velho da tradicional família Tsubakikoji, mas este faleceu no dia seguinte. Por tradição, ela é dona da casa. Mas as outras mulheres da família desejam a impedir. Ela então desafia todas aquelas que estão em seu caminho, lutando por seus direitos no tapa, literalmente.
O jogo é simples: a barra no topo da tela indica o tempo de reação. Quando ela enche em vermelho para a direita, é a hora da oponente te bater. Quando enche em azul para a esquerda, é sua vez de "encher a mão".

(Hippatake! Aaaah! Hippatakareru!! - mensagens de incentivo e de atenção surgem no topo da tela. Traduzindo: Dá tapa nela! Ela vai dar um tapa em você!)
Para bater, clique no botão escrito "Attack" e passe o mouse rapidamente sobre a face da sua oponente. Quando é ela que te bate, clique em "Evade" e passe o mouse na direção contrária. A flecha indica o movimento que deve ser feito.
Mekuri Master
(Na apresentação do jogo, o herói afirma: "Sou um homem que nasceu para levantar as saias das meninas")
O objetivo do jogo é simples: você deve levantar a maior quantidade possível de saias de colegiais. Sua pontuação aumenta conforme a quantidade e variedade de calcinhas que você vê.
Mas tome cuidado! Algumas pessoas no corredor não devem ser tocadas, como a menina de espada e o arruaceiro.
A idéia da Nigoro é oferecer jogos de qualidade e com bom humor. Nada mais importante quando falamos de entretenimento. Vale a referência para programadores e designers!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Campeonato Brasileiro de Guitar Hero III
A editora Digerati, que possui diversas revistas especializadas, e a Metropolitana FM se uniram para fazer, até onde sei, o primeiro campeonato patrocinado de Guitar Hero III.
Não é raro, nos eventos de anime de São Paulo ao estilo AnimeFriends ter videogames ligados com jogos desse estilo. Alguns fazem campeonatos com o público local, mas este parece ser o primeiro grande evento "especializado", feito apenas para os fãs do jogo.
(Uma cena de uma versão mais antiga do jogo. Quem será o melhor nerd... er, Guitar Hero de São Paulo?)
Os participantes podem tocar Guitar Hero III em cima de um palco, com platéia e tudo mais. Agora sim, você pode se sentir um Rock Star!
O evento comportará ao máximo pouco mais de 300 jogadores na disputa pelo grande prêmio (ainda não divulgado). Será que temos tudo isso de jogadores dispostos a tocar Guitar Hero III em cima de um palco?
(seguramente o prêmio não se parecerá nada com isto)
O evento ocorre no Inferno Club, na Rua Augusta em São Paulo, nos dias 30 e 31 de agosto.
Mais informações no site oficial
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