sábado, 5 de abril de 2008

N-Gage vira portal de jogos da Nokia

Os fãs de videogame devem se lembrar do lançamento da Nokia em 2003 chamado N-Gage, um híbrido de videogame portátil que também era celular.

Diferente do conceito que temos hoje de "joguinho de celular", ou o jogo eletrônico produzido para o aparelho e distribuído como um serviço extra da operadora, a proposta era fazer um videogame portátil como os PSP ou Nintendo DS, mas que tivesse a função de telefone celular.


(N-Gage, o videogame portátil da Nokia. O produto não deu muito certo: foi descontinuado em 2005, apesar de ainda encontrarmos jogos para o aparelho)

Mas a idéia não!
Apostando no aumento de consumo de jogos via celular, a empresa lança com o mesmo nome o seu portal de jogos!


(N-Gage agora é o nome do portal de jogos para celular da Nokia!)

Segundo notícia da G1, a Nokia já vendeu algo entre 10 e 15 milhões de aparelhos no mundo inteiro que tem acesso à esse portal.
Veja abaixo quais são os aparelhos.


(Se você tem um desses, é uma pessoa um pouco mais feliz à partir de agora)

A G1 também aponta que o mercado de jogos de celular está estável, mas com tendência ao crescimento. Hoje vale 3,2 bilhões de dólares. Isso pode justificar o investimento da empresa nesse mercado, que já tem como parceiros ou fornecedores algumas das grandes indústrias dos jogos, como a Eletronic Arts, que desenvolvem títulos são diversos. Alguns deles são bem conhecidos pelos Gamers como Fifa 2008, Brothers in Arms, Sims 2, Worms, Tetris...

Tentei puxar algum jogo para fazer comentários, mas apenas os usuários dos celulares podem ter acesso. A empresa disponibiliza um software que permite a conexão do celular no PC de maneira que você possa usar as funções do aparelho portátil no computador, incluindo os jogos. De qualquer maneira, se você não é cliente, está fora da brincadeira!


(Alguns dos jogos oferecidos para clientes. "Só pra clientes? Aahhh...")

Nem todos os títulos estão lançados, mas há claramente o planejamento de crescer em quantidade e em qualidade. O site da UOL jogos publicou notícia no ano passado sobre a Capcom, grande indústria produtora de jogos, e seus possíveis lançamentos para o N-Gage (o aparelho). Talvez devemos esperar que ela faça jogos para o portal, como Resident Evil, Street Fighter, Mega Man...

Se você tem seu aparelho N-Gage, esqueça. Ele não tem acesso ao site.
Terá que se contentar com as promoções do varejo eletrônico, que fazem promoções enormes para se livrar do encalhe. Espero que o mesmo não ocorra com o portal da Nokia!


(De R$ 109,00 para R$49,90!! É impressão, ou estão querendo se livrar desesperadamente disso?)

Essa notícia foi mais uma dica de Igor Bento, mestrando em comunicação social. Valeu rapaz!

OBS: Essa notícia passou por correções, graças à reclamações da comunidade gamer. Veja o motivo aqui

segunda-feira, 31 de março de 2008

Dando Adver-tilt

As origens do nome

Mais uma dúvida que surgiu recentemente:
"O que significa Advertilt?"

Explico:
Adver vem de advertising, do lado publicitário que estudo quando analiso a propaganda em ambientes virtuais.

Tilt significa, literalmente, "inclinar". Essa é uma palavra que aparecia nas antigas máquinas de Pinball quando batíamos ou inclinávamos as mesas durante o jogo: o resultado da nossa tentativa de trapaça era o acender frenético de luzes e o emitir desordenado sons da máquina, como se agisse desesperadamente contra a nossa ação, te xingando, culminando no desligamento automático do equipamento ou apenas a perda daquela jogada. Esse efeito ficou conhecido aqui apenas como "deu tilt", semelhante a "deu pau", "deu problema" e outras expressões que envolvem palavrões, significando que o sistema travou e nada poderíamos fazer à respeito, senão observar, de modo impotente, o destruir do nosso esforço.


(um exemplo de Pinball, famosa diversão eletrônica-mecânica que fez muito sucesso nos anos 60, 70, 80...)

E o que é "advertilt"?

Para explicar, apresento essa matéria da Folha Online, escrita por Camila Rodrigues, que tive acesso hoje graças à ajuda do mestrando em comunicação social Igor Bento.

Dessa reportagem, destaco dois trechos:
"Fernando Tassinari, diretor comercial da Real Games, citou outros dois formatos: o in-game advertising, que é a inserção de anúncios em um jogo independente (como os outdoors em jogos de futebol); e o around the game, que são inseridos como banners."

Conforme apresentei aqui, a IAB descreve diversos formatos de publicidade em ambientes virtuais. Eles envolvem muito mais do que apenas dois formatos além do Advergame. Ora... quem então devemos usar como referência para compreender o que é a publicidade dentro do ambiente virtual? As organizações que trabalham para estruturar e compreender os novos formatos ou a própria prática profissional? Não consigo encontrar resposta certa à essa pergunta, porque ambos costumam mudar de opinião e estrutura com alguma frequência quando o assunto são as novas mídias.


"Entre os tipos de jogos publicitários está o advergame, que costuma ser fácil de jogar e disponibilizado tanto para PC quanto para consoles."

Mas o que significa "jogo de PC"?
Notem que a publicidade em ambientes virtuais envolvem muito mais do que os jogos de PC e os de consoles, principalmente se temos em mente que esses jogos não estão apenas presentes nas versões que compramos na loja, em uma mídia, como CD ou DVD. "Jogos de PC", especialmente, devem ser compreendidos como qualquer jogo que temos acesso via computador, como os diversos mini-games em flash em web sites, hot sites e em programas do tipo Messenger e GTalk. Será que é essa a conotação da reportagem?

O que é "jogo de console"?
De forma geral, são os jogos que são de aparelhos específicos para jogos, como os Nintendos, Segas, Sonys, Microsofts.... Mas do que adianta falar deles no Brasil se temos tão pouco acesso à construção ou alteração da programação desses softwares, cujas empresas são todas centralizadas e focadas nos Estados Unidos, Japão e alguns pontos da Europa, e pouco tem desenvolvido no Brasil? Se os próprios representantes de algumas dessas empresas são novos por aqui, e cujo principal trabalho é distribuir o produto, como os publicitários daqui poderiam inserir alguma propaganda no jogo "Halo 3", por exemplo?

E também não vamos excluir os jogos de celular, que crescem muito no Brasil, mas não são citados na reportagem ou pelos especialistas.

À partir disso, não consigo entender o que significam os números passados ao final da reportagem:
"E eles tendem a ser cada vez mais usados: o investimento publicitário em games, que foi de US$ 370 milhões em 2006, deve alcançar a cifra de US$ 2 bilhões em 2012, segundo o IAB (Interactive Advertising Bureau Brasil)."

O que RAIOS significa "investimento publicitário em games" quando falamos do Brasil??


Adver-Confusão
Esse tipo de bagunça que é feita com os termos, causados por causa da falta de definições, do baixo desenvolvimento da indústria nacional de jogos eletrônicos e da falta de compreensão das novas mídias causam uma enorme bagunça para quem busca estudar ou compreender esse cenário, como eu.

Quanto mais estudo e tento estruturar esse cenário, mais me lembro das máquinas de pinball, piscando freneticamente "TILT" em resposta às minhas pancadas, vindas da minha indignação por não conseguir fazer o jogo ser jogado como eu gostaria.

quinta-feira, 27 de março de 2008

PS3TV - falando sobre os clássicos

Já faz algum tempo que eu participei, junto com alguns amigos, de alguns programas da AllTV sobre videogames antigos.

Como eu, de camiseta laranja à direita do vídeo, estudo a história do videogame com foco em publicidade e marketing, busco informações das empresas da época e tento ser um colecionador (mas não consigo), me chamaram como uma espécie de especialista no assunto.

No entanto, estava do lado de Marcus Garret (de boné dos transformers), que é um colecionador de verdade de videogames, que viveu o início da história dos jogos eletrônicos no Brasil. Seguramente já chegou a ser o maior colecionador do Brasil. Por diversão, ele cria grupos de discussão, reúne outros colecionadores e já fez diversas entrevistas à respeito do universo dos jogos clássicos, dos anos 80 ou antes.

Daniel Ravazzi, de camiseta branca e à esquerda do vídeo, além de ser um grande fã dos videogames e computadores antigos, tem grande conhecimento em engenharia eletrônica. Ele não conhece apenas a história dos games, mas conhece todo o hardware, compreende o próprio funcionamento das máquinas, com todas as especificidades técnicas. O universo do colecionismo de videogames e computadores o reconhece como o maior especialista em MSX.

Abaixo está a 1a entrevista que fizemos, falando sobre o Atari 2600, o primeiro videogame oficialmente lançado no Brasil. E foi um grande sucesso: era para sermos entrevistados por 20 minutos, mas a audiência foi alta o suficiente para nos mantermos 1h e 20min. Parte do sucesso veio graças à ESPM, e graças à ajuda do Prof. Matheus Marangoni, que disponibilizaram de seus arquivos a propaganda brasileira do Atari 2600 e os seus teasers, que rodavam na época - 1983. Um belo trabalho da DPZ. E uma ótima lembrança para quem viveu aqueles momentos.

(1a parte)


(2a parte)


(3a parte)


(4a parte)


(5a e última parte)



terça-feira, 18 de março de 2008

Mini-Game dos Simpsons!

Vocês conhecem o jogo “Simpsons: The Game”?

Foi lançado recentemente para diversas plataformas diferentes.

Parte da graça do jogo vem das referências feitas à outros jogos, lembrando-os com humor ou criticando de alguma maneira.

A imagem abaixo faz referência à diversos jogos e plataformas. Eu e uns amigos doentes encontramos 7 referências ao universo dos games!

Onde elas estão e a quais jogos/ consoles são feitas?

Boa sorte!



Clique na imagem para ampliá-la! Publique seus achados neste Blog! =)

A teoria do Merdão

Fuçando em meus arquivos dentro do computador, que estão muito mais desorganizados do que meu armário de roupas, encontrei algo que chamou a minha atenção quando vi. É a teoria do merdão.

Aliás, peço desculpas pelo “merdão” no título. O leitor deve compreender que o termo original é uma gíria americana sem tradução literal para nossa língua. Logicamente, você, leitor, conhece muitos outros termos que se substituem ou complementam o que eu apresento. Por isso, fique à vontade para chamá-la como quiser.

Veja o desenho abaixo.

Traduzindo a equação:

Pessoa normal + anonimato + audiência = um merdão

Todos nós que participamos de jogos online, de blogs e de outros ambientes de comunidade virtual sabemos muito bem quem está sendo tratado aqui.

=p